•  

    Neste post vamos ver algumas enfermidades do tipo digestivo e como a canábis pode ajudar a paliar os seus sintomas. Algumas destas enfermidades são o “Síndrome do intestino irritado (SII)” e caracteriza-se por dor abdominal e ou distensão do abdómen; “Enfermidade de Chron” que é uma enfermidade intestinal crónica que afeta o revestimento do tratamento digestivo; “enfermidade Celíaca (EC)” que é uma enfermidade auto-imune caracterizada pela inflamação crónica da parte próxima ao intestino delgado.


    Para a medicina atual as causas do SII e da enfermidade de Chron não estão de todo claras e pensa-se que possam dever-se a diversos fatores psicológicos, sensibilidade digestiva, fatores genéticos e hormonais que de alguma maneira influem na aparição desta doença. Desenvolveram-se tratamentos mas não funcionam adequadamente na maioria dos pacientes ou afetam outras áreas do organismo. Os pacientes com EC não toleram uma proteína chamada glúten, que se encontra nos cereais (trigo, centeio, aveia, cevada, etc). Ao ingerir alimentos que tenham glúten, o seu sistema imune responde e produz-se dano na mucosa do intestino delgado.


    No cérebro humano existem uns recetores que formam parte do sistema endocannabinóide responsável do controlo da dor, do apetite, da sensibilidade e outras emoções. Os humanos dentro do trato digestivo temos uma linha direta com o cérebro em forma de recetores cannabinóides onde a sua missão é captar as moléculas do CBD para evitar a inflamação dos tecidos. Acredita-se que as pessoas afetadas pelas enfermidades anteriormente mencionadas são o resultado da deficiência endocannabinóide clínica (CECD), um problema de saúde onde o individuo não produz suficientes cannabinóides ou recetores cannabinóides, resultado de problemas na gestação ou durante os primeiros meses de vida.


    A maioria dos pacientes que tentaram a canábis dizem sentir menos problemas, estudou-se em laboratórios com ratos chegando a conclusão que o azeite de CBD pode controlar os espasmos que interferem na dor de dita enfermidade, além de paliar os vómitos e a diarreia. Ainda que seja certo que o consumo de canábis em alguns pacientes possa criar efeitos negativos como vómitos, náuseas ou pancreatite, o número de pacientes que não tolera a canábis é muito reduzido.
    Por tanto estas enfermidades e os estados relacionados mostram padrões clínicos, bioquímicos e fisiopatias comuns que sugerem uma deficiência endocannabinóide clínica que poderia tratar-se com o uso da canábis.


    REFERENCIAS

    1. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18404144
    2. http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1517/13543784.12.1.39
    3. https://www.massroots.com/news/digestive-diseases-treated-with-medical-cannabis
    4. https://www.ucm.es/psicobio/grupo-ucm-de-de-investigacion-en-cannabinoides